PHPCon Poland 2024

Mudanças do OpenSSL no PHP 5.6.x

Empacotadores de fluxo agora verificam nomes e certificados de servidor por padrão ao usar SSL/TLS

Todos os streams criptografados de cliente agora permitem a verificação de mesmo nível por padrão. Por padrão, será usada a coleção de CAs padrão do OpenSSL para verificar o certificado de mesmo nível. Na maioria dos casos, nenhuma alteração precisará ser feita para se comunicar com servidores com certificados SSL válidos, pois as distribuições geralmente configuram o OpenSSL com coleções de CAs bem conhecidos.

A coleção de CAs padrão pode ser substituída globalmente definindo a configuração openssl.cafile ou openssl.capath, ou por requisição usando as opções de contexto cafile ou capath .

Embora em geral não seja recomendado, é possível desabilitar a verificação de certificado de mesmo nível para uma requisição definindo a opção de contexto verify_peer para false e é possível desabilitar a verificação de nome de mesmo nível definindo a opção de contexto verify_peer_name para false.

Impressões digitais de certificado

Foi adicionado suporte para extrari e verificar impressões digitais de certificado. openssl_x509_fingerprint() foi adicionada para extrair uma impressão digital de um certificado X.509 certificate, e duas opções de contexto de fluxo SSL foram adicionadas: capture_peer_cert para capturar o certificado X.509 do servidor, e peer_fingerprint para certificar que o certificado do servidor deve corresponder à impressão digital informada.

Cifras padrões atualizadas

As cifras padrões usadas pelo PHP foram atualizadas para uma lista mais segura com base nas » Recomendações de crifra Mozilla, com duas novas exclusões: cifras anônimas Diffie-Hellman, e RC4.

Esta lista pode ser acessada através da nova constante OPENSSL_DEFAULT_STREAM_CIPHERS, e pode ser substituída (como em versões anteriores do PHP) configurando-se as opções de contexto ciphers.

Compressão desabilitada por padrão

Compressão SSL/TLS foi desabilitada por padrão para mitigar o ataque CRIME. O PHP 5.4.13 adicionou uma opção de contexto disable_compression para permitir que a compressão seja desabilitada: ela agora está definida para true (isto é, compressão desabilitada) por padrão.

Permite que servidores definam sua própria ordem de cifras de preferência

A opção de contexto SSL honor_cipher_order foi adicionada para permitir que servidores de fluxo criptografado mitiguem vulnerabilidades BEAST definindo as cifras do servidor e não as do cliente.

Acesso ao protocolo e à cifra negociados

O protocolo e a cifra que foram negociados para um fluxo criptografado agora podem ser acessados por stream_get_meta_data() ou stream_context_get_options() quando a opção de contexto SSL capture_session_meta for definida para true.

<?php
$ctx
= stream_context_create(['ssl' => [
'capture_session_meta' => TRUE
]]);

$html = file_get_contents('https://google.com/', FALSE, $ctx);
$meta = stream_context_get_options($ctx)['ssl']['session_meta'];
var_dump($meta);
?>

O exemplo acima produzirá:

array(4) {
  ["protocol"]=>
  string(5) "TLSv1"
  ["cipher_name"]=>
  string(20) "ECDHE-RSA-AES128-SHA"
  ["cipher_bits"]=>
  int(128)
  ["cipher_version"]=>
  string(11) "TLSv1/SSLv3"
}

Novas opções para sigilo de encaminhamento perfeito em servidores de fluxo criptografados

Os fluxos criptografados de clientes já suportam sigilo de encaminhamento perfeito, pois geralmente são controlados pelo servidor. Fluxos criptografados de servidor no PHP usando certificados capazes de sigilo de encaminhamento perfeito não precisam tomar nenhuma ação adicional para habilitar o SEP; entretanto um número de opções de contexto SSL foi adicionado para permitir maior controle sobre o SEP e lidar com problemas de compatibilidade que possam aparecer.

ecdh_curve

Esta opção permite a seleção de uma curva específica para uso com cifras ECDH. Se não especificada, prime256v1 será usada.

dh_param

Um caminho para um arquivo contendo parâmetros para a troca de chaves Diffie-Hellman key, como as criadas pelo comando:

openssl dhparam -out /caminho/para/meus/certificados/dh-2048.pem 2048
single_dh_use

Se definida para true, um novo par de chaves será criado usando parâmetros Diffie-Hellman, desta forma melhorando o sigilo de encaminhamento.

single_ecdh_use

Se definida para true, um novo par de chaves será sempre gerado quando conjuntos de cifras ECDH forem negociadas. Isto melhora o sigilo de encaminhamento.

Seleção de versão SSL/TLS

Agora é possível selecionar versões específicas de SSL e TLS através da opçõa de contexto crypto_method ou pela especificação de um transporte específico ao criar um empacotador de fluxo (por exemplo, chamando-se stream_socket_client() ou stream_socket_server()).

A opção de contexto crypto_method aceita uma máscara de bits enumerando os protocolos permitidos, da mesma forma que a opção crypto_type da função stream_socket_enable_crypto().

Versões de protocolo selecionadas e opções correspondentes
Protocolo(s) Opção do Cliente Opção do Servidor Transporte
Qualquer versão TLS ou SSL STREAM_CRYPTO_METHOD_ANY_CLIENT STREAM_CRYPTO_METHOD_ANY_SERVER ssl://
Qualquer versão TLS STREAM_CRYPTO_METHOD_TLS_CLIENT STREAM_CRYPTO_METHOD_TLS_SERVER tls://
TLS 1.0 STREAM_CRYPTO_METHOD_TLSv1_0_CLIENT STREAM_CRYPTO_METHOD_TLSv1_0_SERVER tlsv1.0://
TLS 1.1 STREAM_CRYPTO_METHOD_TLSv1_1_CLIENT STREAM_CRYPTO_METHOD_TLSv1_1_SERVER tlsv1.1://
TLS 1.2 STREAM_CRYPTO_METHOD_TLSv1_2_CLIENT STREAM_CRYPTO_METHOD_TLSv1_2_SERVER tlsv1.2://
SSL 3 STREAM_CRYPTO_METHOD_SSLv3_CLIENT STREAM_CRYPTO_METHOD_SSLv3_SERVER sslv3://
<?php

// Requisitando TLS 1.0 ou melhor ao usar file_get_contents():
$ctx = stream_context_create([
'ssl' => [
'crypto_method' => STREAM_CRYPTO_METHOD_TLS_CLIENT,
],
]);
$html = file_get_contents('https://google.com/', false, $ctx);

// Requisitando TLS 1.1 ou 1.2:
$ctx = stream_context_create([
'ssl' => [
'crypto_method' => STREAM_CRYPTO_METHOD_TLSv1_1_CLIENT |
STREAM_CRYPTO_METHOD_TLSv1_2_CLIENT,
],
]);
$html = file_get_contents('https://google.com/', false, $ctx);

// Conectando com uso de transporte de fluxo tlsv1.2://.
$sock = stream_socket_client('tlsv1.2://google.com:443/');

?>

Adicionada a função openssl_get_cert_locations()

A função openssl_get_cert_locations() foi adicionada: ela retorna as localizações padrões onde o PHP irá pesquisar por pacotes de certificados CA.

<?php
var_dump
(openssl_get_cert_locations());
?>

O exemplo acima produzirá:

array(8) {
  ["default_cert_file"]=>
  string(21) "/etc/pki/tls/cert.pem"
  ["default_cert_file_env"]=>
  string(13) "SSL_CERT_FILE"
  ["default_cert_dir"]=>
  string(18) "/etc/pki/tls/certs"
  ["default_cert_dir_env"]=>
  string(12) "SSL_CERT_DIR"
  ["default_private_dir"]=>
  string(20) "/etc/pki/tls/private"
  ["default_default_cert_area"]=>
  string(12) "/etc/pki/tls"
  ["ini_cafile"]=>
  string(0) ""
  ["ini_capath"]=>
  string(0) ""
}

Suporte a SPKI

Foi adicionado suporte para geração, extração e verificação de chaves públicas assinadas e desafios (SPKAC em inglês). openssl_spki_new(), openssl_spki_verify(), openssl_spki_export_challenge() e openssl_spki_export() foram adicionadas para criar, verificar, exportar chaves públicas PEM e desafio associado a partir de um SPKAC gerado por um elemento KeyGen de HTML5.

openssl_spki_new

Gera uma novo SPKAC usando chave privada, string de desafio e algoritmo de hash.

<?php
$pkey
= openssl_pkey_new();
openssl_pkey_export($pkey, 'secret passphrase');

$spkac = openssl_spki_new($pkey, 'challenge string');
?>

O exemplo acima produzirá:

SPKAC=MIIBXjCByDCBnzANBgkqhkiG9w0BAQEFAAOBjQAwgYkCgYEA3L0IfUijj7+A8CPC8EmhcdNoe5fUAog7OrBdhn7EkxFButUp40P7+LiYiygYG1TmoI/a5EgsLU3s9twEz3hmgY9mYIqb/rb+SF8qlD/K6KVyUORC7Wlz1Df4L8O3DuRGzx6/+3jIW6cPBpfgH1sVuYS1vDBsP/gMMIxwTsKJ4P0CAwEAARYkYjViMzYxMTktNjY5YS00ZDljLWEyYzctMGZjNGFhMjVlMmE2MA0GCSqGSIb3DQEBAwUAA4GBAF7hu0ifzmjonhAak2FhhBRsKFDzXdKIkrWxVNe8e0bZzMrWOxFM/rqBgeH3/gtOUDRS5Fnzyq425UsTYbjfiKzxGeCYCQJb1KJ2V5Ij/mIJHZr53WYEXHQTNMGR8RPm7IxwVXVSHIgAfXsXZ9IXNbFbcaLRiSTr9/N4U+MXUWL7
openssl_spki_verify

Verifica o SPKAC informado.

<?php
$pkey
= openssl_pkey_new();
openssl_pkey_export($pkey, 'secret passphrase');

$spkac = openssl_spki_new($pkey, 'challenge string');
var_dump(openssl_spki_verify($spkac));
?>
openssl_spki_export_challenge

Exporta o desafio associado a partir do SPKAC fornecido.

<?php
$pkey
= openssl_pkey_new();
openssl_pkey_export($pkey, 'secret passphrase');

$spkac = openssl_spki_new($pkey, 'challenge string');
$challenge = openssl_spki_export_challenge($spkac);
echo
$challenge;
?>

O exemplo acima produzirá:

challenge string
openssl_spki_export

Exporta chave pública RSA em formato PEM, a partir do SPKAC.

<?php
$pkey
= openssl_pkey_new();
openssl_pkey_export($pkey, 'secret passphrase');

$spkac = openssl_spki_new($pkey, 'challenge string');
echo
openssl_spki_export($spkac);
?>

O exemplo acima produzirá:

-----BEGIN PUBLIC KEY-----
MIGfMA0GCSqGSIb3DQEBAQUAA4GNADCBiQKBgQDcvQh9SKOPv4DwI8LwSaFx02h7
l9QCiDs6sF2GfsSTEUG61SnjQ/v4uJiLKBgbVOagj9rkSCwtTez23ATPeGaBj2Zg
ipv+tv5IXyqUP8ropXJQ5ELtbXPUN/gvw7cO5EbPHr/7eMhbpw8Gl+AfWxW5hLW8
MGw/+AwwjHBOwong/QIDAQAB
-----END PUBLIC KEY-----
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